Featured Slider

Os sentimentos ainda são os únicos fatos: um guia para a minha jornada ARMY


É uma verdade quase universalmente desconhecida que o ano de 2020 se tornou o ano em que eu comecei a ouvir BTS. Começou de forma completamente inofensiva, com a minha irmã me enviando um vídeo de performance do grupo no programa do Jimmy Fallon, seguido do videoclipe da mesma música e, no dia seguinte, o vídeo da participação no Carpool Karaoke do James Corden. Era a segunda semana de março, a quarentena estava começando. Obviamente, não passei os últimos anos vivendo debaixo de uma rocha e é claro que já tinha ouvido falar de BTS e k-pop, conhecia por alto os nomes de dois integrantes e até já conhecia duas ou três músicas. Mas eu só estava observando à distância. Havia certa curiosidade, mas ao mesmo tempo havia aquele estranhamento e um certo receio de que não seria algo para mim.

Mas é claro que eu estava enganada e o universo só estava esperando o momento oportuno para me contar. E foi assim que, no primeiro fim de semana da quarentena, eu e minha irmã fizemos um intensivão e maratonamos praticamente todos os videoclipes e performances recomendados pelo robozinho do YouTube, aprendemos os nomes de cada um dos sete integrantes, assim como suas histórias, seus signos, seus hobbies, suas personalidades e, claro, qual papel cada um desempenha dentro da instituição BTS. Em menos de 48h fui invadida por aquela mistura muito louca de alegria alucinada e vontade de voar. O tipo de coisa que você sente quando encontra o Peter Pan e ele te convida para ir para a Terra do Nunca. Eu voltei a acreditar em unicórnios


De lá pra cá, não confirmo e nem nego que já tenha assistido um número constrangedor de compilações de fãs no Youtube (essa aqui é um ótimo guia para quem quer entender o que é o BTS de forma direta e simples), lido uma biografia do grupo, passado duas madrugadas acordada assistindo os shows da Bang Bang Con (obrigada pelos mimos, BigHit), investido uma quantidade considerável de tempo analisando cada um dos integrantes com o objetivo de decidir o famigerado bias e, claro, tenha gastado dinheiros comprando Funko e caneca temática da mixtape do bias (J-Hope, você é tudo para mim <3). Se alguém tivesse me contado que uma das minhas maiores fontes de alegria no ano em que completei três décadas de existência neste planeta esquecido por Deus no meio de uma pandemia seria uma boyband sul coreana, eu não teria acreditado. Mas essa é a beleza da vida, meus caros: ela sempre pode nos surpreender. Assim, com o intuito de registrar esse momento mágico em meio ao caos em nossas vidas, eu e minha irmã decidimos fazer um desafio de 30 dias com BTS nos stories do Instagram - só entre nós e de forma privada. A brincadeira aconteceu entre os dias 23 de abril e 24 de maio e foi uma das coisas mais divertidas do ano. Definitivamente, uma boa válvula de escape durante esses tempos tristes e difíceis. 

Como eu levo esse tipo de coisa muito a sério e realmente pensei nas minhas respostas, não queria depender apenas do Zuckerberg para ter algum registro desse momento na minha vida musical. Por isso, decidi transportar o desafio para o meu peixinho, aproveitando que a plataforma do Blogger tem mais recursos para ~enriquecer~ a experiência de quem eventualmente leia este post - ou apenas a Michelle do futuro. Assim, deixarei links para as músicas, para os videoclipes (conhecidos como MV no universo k-pop), performances ao vivo e para qualquer outra coisa que eu ache necessário, ok? Com o passar dos meses, algumas das minhas respostas foram mudando, mas preferi conservar as minhas escolhas originais. Ah, e como o BTS optou por lidar com a pandemia produzindo músicas novas e se adaptando a esse novo modo de ser artista em 2020, vou deixar alguns links de coisas feitas nos últimos meses no final do post.

Agora, sem mais delongas, se acomodem em posições confortáveis e peguem seus fones de ouvido. Senhoras e senhores, bem-vindos ao mundo de Bangtan Sonyeondan!

(Se preparem, porque é textão)