Diarinho de copas passadas

Confesso que estava um tanto relutante quanto a escrever algo sobre a Copa do Mundo por aqui. Em 2018, assim como em todas as vezes desde o ano do Penta, estou bastante empolgada - menos do que o esperado, porém, relevemos; a crise chegou para todos nós e a gente se contenta em celebrar a Copa de um jeito menos energético mesmo -, tentando assistir aos jogos sempre que possível e passando muitíssimo mal toda vez que a nossa Seleção Brasileira entra em campo. Mas como dizia, estava um tanto relutante em escrever sobre a Copa por aqui, porque 1) não é como se eu fosse a maior entendedora de futebol do universo (tô longe disso, aliás) e 2) nem sei como escreveria sobre a Copa do Mundo. Assim, meus caros, minha intenção com este post é algo um bocado mais simples: aceitar a proposta da Mia de fazer uma lista dos meus momentos durante as copas da minha vida, meio que uma retrospectiva do que eu lembro das últimas oito (!) edições do evento. Assim, sem mais delongas, shall we begin?

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1990 
Sede: Itália | Campeão: Alemanha Ocidental

Minhas recordações da 14ª edição da Copa do Mundo FIFA de Futebol se resumem a absolutamente nada, pois tinha três meses de idade. De acordo com meus pais, não demonstrei muito interesse pelo evento, não assisti a nenhum dos jogos e preferia tirar sonecas. No mais, sempre me esqueço de que a União Soviética ainda existia quando nasci e levei um susto quando vi que a vencedora foi a Alemanha Ocidental.


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1994
Sede: Estados Unidos | Campeão: Brasil

Já com quatro anos de experiência neste planeta, minhas recordações da Copa dos EUA são poucas. Para ser sincera, lembro apenas do dia em que um fotógrafo apareceu na escolinha que eu frequentava e todos os alunos tiraram fotos usando o uniforme da Seleção. Depois, a foto foi ~transformada~ em uma capa de revista e os pais interessados, poderiam adquirir. Sim, meus pais compraram e sim, a foto ficou exposta na sala de casa POR ANOS. Além do batom levemente rosado que a professora passou nos meus lábios, ela também teve a brilhante (-sqn) ideia de pentear meus cabelinhos cacheados com uma escova e o resultado é....lamentável. 

Coisinhas que realmente importavam para meu eu de 4 anos

Livro preferido: não era alfabetizada ainda, mas gostava de folhear gibis da Turma da Mônica e do Mickey.
Música preferida: A Dona Aranha, mas também curtia bastante Fui Morar Numa Casinha, Pop Pop (Eliana) e Com Você (Sandy e Junior). 
Filme preferido: A Pequena Sereia (fato curioso: foi nesse ano que fui ao cinema pela primeira vez e assisti Aladdin, outro favorito da Disney).
Programa de TV favorito: Castelo Rá-Tim-Bum, que não perdia de jeito nenhum.
O Crush: não tinha nenhum amiguinho na escola, então meus ~crush~ eram, provavelmente, o Príncipe Eric e o Zequinha - do Castelo. Porém, eu tinha 4 anos e não entendia muito bem o conceito de crush.

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1998
Sede: França | Campeão: França

Os jogos aconteciam de tarde e, como era bem na hora que eu estava na escola, a gente podia assistir no pátio e tinha sempre um monte de pipoca para todo mundo. Lembro que eu assistia apenas aos inícios dos jogos e logo me entediava e ia brincar com outras crianças menos interessadas. A sensação era a de que a gente vivia no recreio e que as férias chegaram mais cedo. Lembro que no dia da final, meus tios, avós e primos vieram aqui para casa e, depois de me ausentar por todo o evento, fiquei um tanto surpresa por descobrir que o Brasil havia perdido. Lembro nitidamente da imagem do Ronaldo - na época Ronaldinho - recebendo a medalha de prata na cerimônia, assim como do meu pai falando para a minha avó que não estava tão triste assim pela derrota da Seleção (mas na verdade, ele estava bem triste sim, rsrsrsrs). Ah, na época também tinha aquela promoção da Coca-Cola que a gente juntava tampinhas de garrafas, latas e sei lá mais o que e trocava por uma bolinha. E lembro também que alguém aleatório me deu um pôster do Ronaldinho e eu, por motivos que desconheço, colei na parede do meu quarto e depois levei uma bronca da minha mãe e tive que guardar junto com o meu pôster do Leonardo DiCaprio (!) que a moça da locadora (!!!) tinha me dado de presente.

Coisinhas que realmente importavam para o meu eu de 8 anos

Livro preferido: provavelmente, O Menino Maluquinho. Além, claro, dos gibis da Turma da Mônica (Almanacão de Férias <3) e do Zé Carioca.
Música preferida: My Heart Will Go On, pois Titanic era o filme da moda. E tinha também a versão em PT BR de Sandy e Junior, que eu amava demais. Aliás, os disquinhos Sonho Azul e Era uma vez... - O Show eram meus xodós. Nessa época sempre tinha aqueles especiais Amigos na Globo e eu amava a música Menina Veneno. Ah, e a trilha sonora de Chiquititas. Era o maior sucesso na hora do recreio.
Filme preferido: Mulan e Anastasia, que são favoritos até hoje. Nessa época, me achava super crescida e, por isso, queria ver uns filmes ~de verdade~, com pessoas reais; assim, entre os títulos mais alugados estavam os filmes das gêmeas Mary-Kate e Ashley Olsen e Riquinho (o verdadeiro, com o Macaulay Culkin).
Programa de TV preferido: Chiquititas e CRUJ (a.k.a. Comitê Revolucionário Ultra Jovem), que passava A Turma do Pateta (melhor desenho!!!). Ah, e eu amava Scooby Doo e As Aventuras de Tin-Tin, sempre que passava eu assistia. E Doug. E As Meninas Super Poderosas e O Laboratório de Dexter.
O Crush: Leonardo DiCaprio, Dmitri (AHAHAHAHA ele é lindíssimo), Zac Hanson e Caio, um amiguinho da escola que nem me dava bola.

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2002
Sede: Coreia do Sul e Japão | Campeão: Brasil

Essa copa eu vivi intensamente e, para mim, foi a melhor de todas. Eu já tinha 12 anos e meio que comecei a ~entender~ o tal do impedimento e algumas outras regras, além de decorar os nomes de outros jogadores da Seleção, além dos Ronaldinhos. Tinha Cafu, Lúcio, Rivaldo, Roberto Carlos, Marcos...e acho que paro por aqui. Se não me engano, o Kaká (super novinho) era um dos reservas e chegou a jogar um dos jogos. Aliás, Kaká era o boy-magya do momento. Os jogos eram muito cedo, lembro de uns que eram 3h e eu acordava para assistir junto com os meus pais. Todo mundo enrolado nas cobertas, esparramado na cama. Adorava que não precisava ir para a escola em dias de jogos e toda vez que o Brasil jogava, era uma alegria, nem sabia o que era esse nervoso de ver a Seleção jogar. No dia da final, a gente estava em Bertioga, na casa dos meus tios, e foi TOP DEMAIS quando o Galvão começou a berrar PENTAAAAAAAAA enquanto tocava aquela música da vitória da Fórmula 1. Das demais seleções, lembro apenas do goleiro Oliver Khan, da Alemanha, que todos diziam ser implacável, mas que acabou falhando na final e tomou DOIS FUCKING GOLS. A imagem dele, com cara de derrota no final do jogo jamais abandonou a minha memória. Assim como aquele corte de cabelo icônico do Ronaldo, que todos os garotos da minha sala resolveram adotar.

Coisinhas que realmente importavam para o meu eu de 12 anos

Livro preferido: Harry Potter e a Câmara Secreta
Artista preferido: Sandy & Junior. O ano de 2002 foi muito marcante para a dupla e seus fãs e eu vivia para acompanhar tudo o que eles faziam, gastava todo o meu troco de lanche comprando revistas e minha meta era ser a Sandy. Nessa época, eu pirava demais no disco internacional deles.
Filme preferido: Harry Potter e a Câmara Secreta. E O Senhor dos Anéis.
Programa de TV favorito: Sandy & Junior, melhor seriado teen da televisão brasileira junto com Malhação. Também adorava Lizzie McGuire, que passava no Disney Channel. Depois da Sandy, meu ícone era a Hilary Duff. Ah, tinha tinha também O Mundo é dos Jovens <3.
O Crush: o Junior, óbvio! E o Daniel Radcliffe e, momentaneamente, o Elijah Wood. Também achava o Legolas gatíssimo, mas não admitia pois tinha medo de ser zoada pelas minhas amiguinhas que não entendiam a beleza dos elfos. Ah, e o Henri Castelli, que era o galã da temporada 2002 de Malhação.

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(Atualização de 01/07/2020: estava visitando a pasta de rascunhos do Blogger e encontrei esse post, que não consegui postar durante a Copa de 2018. Como aquele ano, de forma geral, foi realmente ruim para o brasileiro, acho que perdi o interesse em continuar. Talvez na próxima Copa, eu faça a parte 2, continuando desde 2006. Talvez não faça. De qualquer forma, li e gostei do que tinha escrito até então, aí resolvi deixar esse post inacabado imortalizado aqui).


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